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Terminologia médica: radicais, prefixos, sufixos
Desmonte uma palavra médica que ninguém lhe ensinou e reconstrua o termo a partir do que aconteceu: hepatomegaly, leukopenia, cholecystectomy. Para quem está no primeiro período de enfermagem, medicina ou uma área da saúde e não sabe grego. Noventa e seis cartões ensinam cerca de 120 radicais, prefixos e sufixos antes dos sistemas do corpo que os usam, depois quadrantes, posições, plurais e abreviações de prontuário; o treino para na palavra, sem patologia nem remédios.
Apendicite, amigdalite: você já usa as duas sem pensar. No prontuário em inglês a terminação é -itis. O que ela afirma sobre o órgão?
Que ele está inflamado
— Vermelho, quente, inchado — o motivo de o apêndice acabar no vidro.
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-itis é a terminação mais rentável da língua: appendicitis, tonsillitis, dermatitis, hepatitis, gastritis, bronchitis. Em português ela chega como -ite, e essa correspondência sozinha já lhe entrega dezenas de palavras inglesas de graça. O que ela nomeia é só a inflamação: nunca a causa, nunca o tratamento. Por isso um prontuário carrega uma palavra em -itis no primeiro dia, antes de alguém saber se a causa é infecção, trauma ou um processo autoimune. Um aviso de língua, já que a viagem começa fácil demais: injury em inglês é lesão, trauma. Injúria, em português, é ofensa.